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    Persona 5 Animation - 02;

    Anime x Game

    Comentário das alterações mais notáveis do anime sobre o game, episódio 02.

    [Spoilers] Prossiga por sua conta e risco.

    Continuando após o despertar de Arsene, o segundo episódio se inicia. Notável desde já algumas alterações - obviamente previstas, neste momento o game apresenta para o jogador a mecânica de batalha - (Arsene vs 2x Pyro Jack) se bem me recordo -, no anime optaram por cortar, tal como uma mini batalha que estaria no ep01 e a batalha tutorial neste ep02.

    [.] Mudança da ordem dos eventos, no game Ryuji e Ren logo após aprisionar Shadow Kamoshida, procuraram um meio de fugir do palácio, eles encontram com alguns membros do clube de atletismo sendo judiados no castelo, e após um tempo se encontram com Morgana;

     Isto foi invertido no anime, imediatamente após aprisionar Kamoshida eles retornaram ao mundo real. A fluidez da trama naquele momento se perdeu e o encontro com Morgana mais a frente não foi de meu agrado.

    No game, quando encontram com Morgana ambos personagens estão desconfiados dele - afinal ele é um monstro, como outros que atacaram-os -, há um acordo entre eles após Morgana convencê-los de que sabia como sair do palácio.
    Enquanto no anime, como ambos já haviam voltado à realidade antes, não existe muita base para confiar em Morgana, mas ainda sim eles o fazem.
    A cena de humor com Ren fazendo carinho no Morgana não me agradou também, mas prosseguindo.

    Essa decisão pode ser visando aproveitar melhor o tempo de tela, para conseguir apresentar;
    • O drama do Ryuji com o clube;
    • Cenas com a Shiho para contribuir com seu plot
    • Contexto as ações de Kamoshida para permitir que concluam o arco dele no próximo episódio.
    Assim sendo, apesar de não gostar da decisão - como fã do game e apreciadora de uma adaptação fidedigna, esta talvez possa ser a melhor escolha para a apresentação dos eventos, dado o ínfimo tempo de anime.

    [!] Mudança de personalidade; Kamoshida apesar de ser podre como é, procurava ocultar mostrar tal lado, tanto que ao inicio do game não nos é apresentando como ele realmente é. 

    No anime ele meramente não se importa com isso, exemplo rápido para situar:
    Durante o treino de vólei, ele joga uma bola que acerta o rosto do Mishima, fazendo-o cair no chão. Logo em seguida ele pula a rede e vai até ele prestar socorro, por duas razões: 

    • Dar uma lição no Mishima e 
    • Não perder sua mascara de bom professor.  

    Kamoshida não fraqueja para ninguém ele age como um rei, por que ele realmente pensa que é. No anime essa cena que citei logo acima, foi alterada onde o Mishima é subsistido pelo Ren e além dessa mudança assim que ele recebe a bolada, retorna um olhar ao Kamoshida e o faz hesitar(!), game!Kamoshida no minimo riria dessa atitude.


    Retornando ao meu primeiro ponto, Kamoshida do anime não está a ligar se os alunos percebessem o quão desprezível ele é. Contradizendo completamente o game, onde o proprio ameaçava os membros do clube de atletismo para eles não contarem sobre o abuso que sofriam.


    [.a] Algumas linhas de fala do Kamoshida foram alteradas, quando ele se encontra com Ren, engraçado perceber como estão caracterizando-o de forma caricata, personalidade tipica para gerar repudia do novo publico, que ainda desconhece os piores dele.

    Enfim, usaram de um recurso visual simples, uma sobreposição rápida da Shadow sobre ele no momento em que ele fala da Ann - adição do anime para ressaltar a personalidade dele.

    [.off] Makoto de relance:


    [a] Adição de uma cena, Ren esbarrando com a Shiho, me pergunto se no ep03, qual será focado na Ann, irão comentar sobre o abuso sexual.

    [off] Muito boa sequência em Velvet Room, transpassou tensão e mistério, ficou ótima.

    [a] Alteraram a cena no ginásio, no game quem recebe a bolada do Kamoshida é o Mishima ao invés do Ren - como comentei acima. Com isso, removeram os pontos chaves que Mishima teria, ele como personagem importante na obra deveria receber mais atenção. Me pergunto se vão cortar o phansite se continuar assim.

    [.off] Bonito adicionarem a Haru de relance, ela foi um dos problemas do game então espero que apresentem ela mais cedo na obra.


    [a] Adicionaram uma sequência de cenas do Ryuji com os membros do clube, elas existem no game porém nós é apresentada em um dos social link dele, incluíram esta cena para construir melhor o drama do Ryuji, uma adição muito bem vinda, casou bem com o tempo de tela sem parecer algo jogado.


    Referencia à Persona 4: Dancing All Night, com a personagem Kanami:


    [!] Como havia comentado nas análises do primeiro episódio, um dos problemas do anime é a mudança de personalidade, tanto a Sae quanto o Ryuji estão diferentes de sua versão do game.

     A respeito do Ryuji, falta-lhe o carácter implicante que ele possui no game. Apesar de ser um personagem estúpido, uma mudança é uma mudança, engraçado fazerem isso, ainda mais por ser algo que leva a um drama mais a frente na obra.


    Darei um exemplo para situar melhor a mudança. Este é tipo de postura Ryuji possui, rude e implicante -- cena do primeiro encontro dele com o protagonista:

    [a] Adição de uma fala da Kawakami, comentando sobre o clube de atletismo quanto ela te alerta sobre o Ryuji. Mudança mais uma vez para contribuir entendimento do drama dele pelo telespectador.

    As cenas a seguir seguem fiéis ao original, até a cena de Ann e Shiho conversando:

    [.] Episódio de Ann abandonando Shiho, não existe no original, a cena que mais casa com está no game é, ambas conversando no banco e então Mishima chega buscando-a (Shiho) pois Kamoshida quer “conversar” com ela.
    A versão do anime não me passou muita realidade do que a Ann faria, apesar de ser uma hipócrita estúpida e má amiga a ação de deixar a Shiho naquele momento não casa com teu comportamento no game, ainda que ela não soubesse que ela fosse ser espancada.

    Assim como a cena dela sofrendo abuso por Kamoshida não é explícita no original, adição do anime para mostrar o quão podre ele é.
    Pessoalmente não gostei, ver a mentalidade da Shiho sendo destruída no game foi bem mais impactante para mim que simplesmente mostrar ela sendo agredida, ela sofre no original muito além que apenas violência física, deixar subentendido indicando uma ação que não há como tu fazer algo para mudar, mostrando somente as consequências casaria melhor.

    [.] Cena do despertar de Capitan Kidd foi decepcionante, não pela sequencia do despertar em si, mas pelo contexto do episodio, como Zorro já deveria ter feito sua aparição antes na obra, quando Morgana é libertado e ajuda-os a sair do Palácio, mas no anime isso foi alterado, causando tanto Ryuji quanto Morgana mostrando seus personas nessa cena.

    Isso acaba por estragar um momento onde Ryuji presencia Morgana apresentar seu persona, ficando com essa reação por não entender mais nada do que esta acontecendo, ainda que não seja algo memorável na obra acho uma cena legal por Ryuji entender como ele é o único sem poder para fazer qualquer coisa nesse mundo.



    Minha reclamação se deve a mudança da ordem, por conta dela a cena perdeu muito do impacto que tinha, ser rushado também contribuiu para esse sentimento, porque tanto a do game, quanto a do anime não se diferem muito.



    [off] Alias, a simetria da cena no anime me incomodou bastante, ainda que isto seja uma reclamação exclusiva de minha parte.

    [.] Sequência de batalha bem ruim, o game é um rpg de turnos porém mesmo a mini batalha na OVA de P5 foi bem melhor executada que essa, o que é lamentável. O All-out-attack também foi algo horrível, muito destacado do restante e com uma qualidade infinitamente inferior ao game. Além de uma transição ruim quando voltam ao plot.

    Eis uma comparação:

    [.a] Cognitive Ann não deveria aparecer originalmente neste episódio, se seguissem o game, somente após a Ann entrar no palácio e eles confrontarem Kamoshida, não importa muito de qualquer forma.
    Essa adição me pareceu desnecessária, serviu somente como um fanservise o que não me agradou.

    Inclusive, a qualidade deplorável dos demônios ficou engraçada: EO1SrmA.jpg

    De resto não há mais mudanças consideráveis, porém acrescentarei essa imagem por definir bem meu sentimento por esse episodio:

    ----------------/----/----------------

    Enfim, caso queira me seguir no twitter (@skdahye), irei fazer comentários sobre as alterações por lá conforme eu ir assistindo.

    Assim como Miyazaki é considerado um dos maiores cineastas da animação japonesa, talvez Satoshi Kon encontra-se em igual relevância. E não é, em sua considerada obra prima Perfect Blue que decepciona. Aqui Kon esbanja talento digno do grande cineasta que é.

    O thriller psicológico conta a historia de Kirigoe Mima, antiga integrante do grupo idol CHAM, que agora tenta seguir a carreira de atriz em busca de uma vida mais bem sucedida. Porém, esse ambiente novo traz várias complicações.

    A jornada de Mima é interessante e fala sobre amadurecimento, decisões e arrependimentos. Temas que aqui, são representados de forma bastante pessimista. A personagem insiste em sua primeira decisão pela pressão que se mantém sobre ela, pois está em jogo a confiança que a agência depositou e o próprio medo e vergonha do fracasso.

    Aliado a isso, há um evidente problema psicológico que floreia diante aos traumas de sua nova carreira e as esquisitices que a rodeia, trazendo um aspecto bastante importante ao roteiro: a luta em distinguir o verdadeiro do irreal.

    Estamos sempre dentro da perspectiva da protagonista, e o Kon faz o suficiente para deixar o espectador entrar no mesmo estado de incerteza que ela, utilizando da edição, planos ambíguos, delírios da personagem, e o roteiro muito bem arquitetado que não tem respostas tão simples para as perguntas jogadas na trama.

    E como é comum no gênero Thriller, o foco não está em desenvolvimentos de personagens, mas sim no mistério, e aqui cresce de forma latente ao decorrer da história. O anime sabe desse grande chamariz e brinca com o público enganando-o oferecendo falsas respostas “tirando o doce da criança”. Constantemente o roteiro desafia o público a entender o que está ocorrendo na trama.

    Nessa sequência Kon por usar planos mais fechados a fim de esconder a real situação da cena, que é revelada abrindo o plano e surpreendendo o espectador

    Visualmente o anime é perfeito, combina muito bem com trama. A melancolia é representada por cores mais lavadas e acinzentadas, destacando sempre o vermelho quente que agrega a sexualidade, tensão e sanguinolência de Perfect Blue – repare ao longo do anime como esta cor sempre acompanha situações mais tensas – . Não esquecendo de falar de um design mais detalhista que permite explorar mais as expressões dos personagens.

    Outro aspecto que vale ressaltar, é o talento da direção em omitir respostas visuais para gerar ambiguidade, como na cena do “estupro” que é agregada pela fantástica direção que não mostra o ato mas esconde, e causa dúvidas, o que torna a cena ainda mais perturbante. Não sabemos naquele momento se realmente está acontecendo o pior, ou talvez seja uma mera atuação.

    A trilha também tem um forte papel no desfecho dessa sequência, ela sobrepõe o barulho diegético, dando ressalva a expressão e o sentimento em cena. (Além disso, a trilha ao longo do anime tem um papel bastante importante em dar uma atmosfera hermética).

























    Ao longo de Perfect Blue, os mistérios se acumulam e tornam-se mais embaralhados. As respostas não se concentram somente em um ponto e o desfecho provoca o público a montar o quebra cabeça, não optando por explicações mais expositivas.

    É interessante notar que esses eventos se embaralham à medida que a psique da protagonista se degrada. E convida o espectador a questionar a realidade – seguindo a premissa de entrar na perspectiva da protagonista – , e com esse embate do real e irreal entramos em descrença com os fatos mais importantes para resolução do mistério – muito inteligente da parte roteiro juntar questionamentos da trama do anime com a produção da série de TV que Mima participa para agregar as conjecturas – .

    Aglomeram-se tantas suposições e certezas desmentidas, que em certo ponto a trama torna-se completamente impossível de ser discernida, e aí que o anime torna-se totalmente imprevisível e impactante.

    O climax final não é necessariamente uma resposta aos 2 primeiros assassinatos que são o escopo da segunda metade e naturalmente ganham uma proporção maior, mas sim dos questionamentos mais simples e primeiros – como as questões relacionadas ao Me-Mania e o site – .

    As janelas iluminadas e a estranha figura que aparece em uma delas amplifica o suspense e evoca a perturbante sensação de estar sendo observado



    Design que permite transmitir emoções pela expressão sem apelar ao cartunesco

    Os peixes contém um importante valor simbólico. Quando estão mortos reflete naquele momento uma desestabilidade psicológica da protagonista 

    Nota: 10/10

    Persona 5 Animation - 01;

    Anime x Game

    Comentário das alterações mais notáveis do anime sobre o game.

    [.] O anime já se inicia com uma mudança, sendo as Twin Wardens comentando ao invés de Igor, nada relevante porém é engraçado ver essa decisão.

    [A] A seguir há uma adição interessante, adicionaram Crow interagindo com o Joker, além de haver um foreshadowing bem descarado, criaram um contraste do negro da silhueta do mesmo sobre o branco das luzes ao fundo. Ao acrescentarem-o no primeiro episodio pode indicar algumas coisas:
    • Planejam desenvolver seu passado com maior destaque;
    • Planejam alterar alguns fatos para que seu drama seja melhor trabalhado;
    • Estão apenas colocando referências à eventos futuros sem uma preocupação maior para com, visando deixar brechas para explorar mais a frente na obra.
    Pelas mudanças que ocorrem seguinte no episódio a intenção que se demonstra correta é a ultima alternativa, uma pena.

    [ani.] Me pergunto se devo considerar a máscara do Joker ao início estar negra como um erro de animação, é um jogo de luz e sombra, o objetivo dessa cena era salientar o rosto de Joker em contraste ao fundo do cassino e de sua silhueta enegrecida e a máscara como é branca atrapalharia isso; 






    [ani] Trocaram a ost nessa cena, no game é tocada "Life Will Change", porém optaram por não usa-la no anime. Não faço ideia do motivo.

    As cenas seguintes até a captura são praticamente as mesmas, sem muitas alterações. Somente cortaram uma batalha tutorial que há no game, contra uma das shadow-guardas.

    A captura em si do Joker ficou um pouco confusa, é bem mais nítida o que acontece no original, na adaptação colocaram os soldados com lança-granadas de fumaça(?), além de cortarem o momento da captura dele, com o agente comentando o porque deles conseguiram prendê-lo.

    Prosseguindo, o anime continua a cena do agente comentando os crimes dos Phantom Thieves, não há alterações significativas somente algumas mudanças nas falas do agente. 

    [.] Há uma alteração boba logo a seguir, sobre a Sae (procuradora que interroga ao Ren), no original ela não usam nem sombra de olho nem esmalte. 
     

    [!] Agora há uma mudança significativa. A maneira que Sae age para com o Ren foi completamente alterada, está muito mais intensa que no original. Ela se mostra muito mais fremente que no game, onde ela é mais branda e fria, demonstrando maior maturidade. Desgostei dessa alteração e espero que não prejudique o decorrer da obra, apesar de acreditar que vá.


    [.a] A seguir do “interrogatório” intenso, há um micro flashback (esse inclusive é incluído um pouco mais a frente do que o anime colocou) e o anime corta para a ia do Ren ao seu novo lar. Adicionaram um rápido frame do Ren ao juri, tal cena não existe. Cena no trem:

    [.] Mudaram a conversa das garotas, no original elas comentavam sobre os casos psychotic breakdown, enquanto no anime falam do Akechi, inclusive nessa cena fazem uma menção nada discreta à Naoto (Persona 4), comentando que Akechi está a seguir os passos dela Foi uma alteração bem boba para incluir uma referência, ou mascarar um elemento que só pretendem abordar mais a frente; As duas podem ser válidas.

    Temos mais uma referência à Persona 4 com o poster de Rise.


    Vale ressaltar que essa referência existe no original, porém é muito mais sutil, sendo mostrado em um dos social link da Ann.

     Mais a frente; Nada relevante a comentar, segue praticamente igual. Eles estão reutilizando as ost do game como era o esperado, e ficou um pouco engraçado o Ren procurando a casa do Sojiro, diga-se de passagem.

    [ani] Usaram do mapa do game quando o protagonista se desloca ao bairro onde Sojiro está, muito bacana esse uso. Ganhou alguns pontos comigo.

    [a] Adição engraçada de uma personagem, nesse frame a mulher à direita só é apresentada um pouco mais tarde na obra (Tae Takemi), engraçado incluírem ela tão cedo na obra como uma referencia.  Isso retorna ao que eu disse, estão criando brechas para aproveitarem melhor o tempo que tem; Com exceção das referencias a P4, esta são desnecessárias.
     


    [.] Sojiro é muito menos rude, no game ele não é tão legal para com o Ren como está na adaptação; Inclusive, é engraçado notar que eles cortaram o comentário dele sobre o crime do Ren, colocando apenas ‘lesão corporal, né’; Enquanto no original ele comenta sobre ele: 
    "É isso o que acontece quando se mete em assuntos que não te dizem respeito"
    No anime estão fazendo isso para criar suspense, para assim o telespectador imaginar qual é. Tentativa de retenção do publico por cortes e alterações, ocultando propositalmente algumas coisas para gerar interesse e curiosidade. 
    Tanto que a atitude do Ryuji mais a frente evidencia isso, realmente estão pensando sobre qual seria a melhor forma de adaptar o game para o formato de anime.

    [.] Uma alteração que é ser interessante de ser comentada é a forma que o Ren entra em Velvet Room, no anime ele dorme em seguida ao ver o MetaApp e desperta lá, após breves frases ele retorna ao seu mundo e apaga o aplicativo. No game após ver - e apagar imediatamente o app - ele vai dormir e desperta lá, porém há mais diálogo entre ambos que o anime mostrou. Nada demais, entretanto é uma mudança ainda que ínfima.




    [a] Após o Ren ir à escola há uma mini adição insignificante, quando a Kawakami (sensei) vai entregar a identificação de Ren, o engano dela não existe no original. Estão colocando certas coisas para abrir brechas já de uma vez, para abordar mais tarde.




    [ani.] Transição para o interrogatório foi bem mal feita, somente adicionaram a música usada no game e não usaram de nenhum recurso gráfico interessante, somente usaram de um deslizar.

    [.a] Adição de uma cena, quando Ren e Ann (garota loira) se encontram, ela remove uma pétala de sakura do cabelo de Ren e faz alguns comentários. Essa cena como um todo não existe, o encontro de ambos se resumo a nenhuma troca de palavras. 

    [desabaf-off] A voz japonesa do Kamoshida é horrível

    [.] A aparição do Ryuji (garoto loiro) foi completamente alterada, além da personalidade dele, onde ele é muito mais rude e implicante no game. 
    No original primeiro ele questiona (de forma rude, delinquente) sobre o Ren e somente após isso começa a falar do Kamoshida, inclusive de início ele corre em direção ao carro, ao invés do Kamoshida notar ele andando devagar como no anime. 

    Ryuji também somente descobre que Ren é um estudante transferido pois após ele comentar sobre o Kamoshida, Ren demonstrou não conhecer. No anime, adicionaram comentários do Ryuji com o Ren indicando que ele sabe quem o Ren é de alguma forma, o que é uma referência ao rumor que mais tarde na obra será mostrado.

     Novamente, estão adicionando eventos que não existem no original nessa parte, para aprofundarem mais para frente, estão querendo agilizar ao máximo a mostrada dos eventos.


    [ani.] Muito ruim a decisão por parte da diretoria sobre o MetaApp, focaram na tela do celular quando as chaves são ditas, além de retirarem a voz do aplicativo. Bem mais sutil o game foi a princípio nesse aspecto. 




    [.] Caminho para a escola rushado, cortando os questionamentos sobre se aquilo realmente era a escola partindo para a conclusão do Ryuji de entrar. 

    [ani.] Péssima transição da captura à ao aprisionamento dos protagonistas; Má direção por parte da noção espacial dos cenários, o que dificulta a localização.

    De resto, não há mais mudanças consideráveis. Ren despertando seu persona foi o ápice do episódio, as osts como são do jogo ajudaram a deixar essa cena melhor porém não gera o mesmo impacto que no original. 
    É notável o investimento colocado para fazer essa cena, animação bem melhor que o restante do episódio com jogos de câmera bons, porém não se deve ser comparada a mesma animação feita para o jogo, exemplos abaixo.
    Segue uma comparação da cena final do despertar de Arsene no anime e do game.

     Anime:


    Game:

       
    -------------- /---/-----------------

    [OFF] Me pergunto como adaptar o caráter especial do Joker no anime. 
    Dado que nos Personas 3-5*, o protagonista segue a Jornada do Tolo (Fool's Journey) do Tarô - não irei me adentrar aos pormenores - porém o que importa a dizer é, o protagonista sempre é o arcana Fool, o 0 do Tarô, e por ser 0 ele pode assumir qualquer número. Sendo assim o "único" com a capacidade de assumir outros Personas.

    O problema aqui ocorre pois não existirá as mecânicas de captura e fusão de Personas, sendo assim não sei como poderão adaptar ao Joker do anime essa capacidade, a mecânica de troca de personas é um dos pontos chave do enredo. É o diferencial do teu personagem, não vi à adaptação em anime de P4 ou P3, então não sei como geralmente fazem isso.

    * (P1 & P2D seguem de certa forma também, porém em P3-5 é mais evidente, além do que nos primeiros não há limitação sobre o uso dos personas, logo não existe o carácter único do Fool)

    Enfim, caso queira me seguir no twitter (@skdahye), irei fazer comentários sobre as alterações por lá conforme eu ir assistindo.

    TL;DR:  Desconsiderando o rush, que era esperado dado adaptarem uma obra de +100h de conteúdo em 8h. Não houveram muitas alterações relevantes, duas referencias à P4, e adições de foreshadowing.

     - Vale mencionar que a abertura no cassino, considerando somente as cutscenes já contavam com entorno de 15 minutos, foi reduzida para 6. 



    Tivemos então o encerramento para Hakata Ramens, um final justo e bem previsível, mas que não me desagradou. O anime trabalhou com esse sistema de arcos, coisa que na novel deve ser um volume por arco, então tem a vantagem do anime ter tido um final "fechado", o que é relativamente raro.

    Foi um episódio divertido e bem movimentado, primeiro que toda a fuga de onde eles estavam foi bem divertida e até que criativa, com a participação até do velho do Ramem e tudo mais, é o tipo de coisa que eu espero ver nesse tipo de anime, não uma história profunda, mas sim movimento e ação, o que felizmente o anime teve.

    A luta entre Ling e Fei-Lan foi relativamente curta, afinal o estado de ambos não era dos melhores, mas principalmente pro Ling. Porém foi interessante como o Ling não hesitou em matar o Fei-Lan, como da última vez, pois ele sabia que ele podia voltar para atrapalhar a vida dele. Numa obra mais clichê o personagem ia hesitar antes de tomar decisão, aqui foi bem direto, felizmente.

    Eu não tenho muito mais o que comentar sobre o anime, foi uma obra divertida que entregou um final decente, com bastante ação, mas no fim das contas não é uma obra que me marcou ou que eu lembrarei no futuro, infelizmente.

    Nota: 3,75/5


    ------------------------------------------------------------------



    Bem vindo a maior premiação de temporadas de animes já feita!!! (essa não tem um nome).

    Os escolhidos para compor a lista de 3 melhores animes foram decididos por uma comissão de parceiros e integrantes do grupo Refugio. Sendo assim, vamos aos escolhidos:

     – 3º Colocação 

     Yuru Camp





     Pedro Alvares Pinto:

    ''Com certeza um dos melhores animes da temporada. Bom, Yuru Camp é simples, calmo, divertido, a muito tempo não gostava de um anime de garotinhas fazendo coisas descompromissadas. A parte técnica não é extremamente acima da média, mas cumpre muito bem com o seu papel, méritos para os backgrounds lindos e trilha sonora perfeitamente escolhida e bem encaixada."


    Lucio:

    "Fazia tempo que um slice of life não me chamava tanta atenção, eu diria que nesse caso foi mais pela sua direção que soube encaixar tão bem o tema de acampamento, e suas personagens que em geral são muito carismáticas, um anime que cumpriu tudo que eu poderia pedir pelo seu gênero."

     

    2º Colocação

     Devilman Crybaby




    Wendel Santos:

    "Com uma proposta aparentemente simples, mas com uma mensagem visceral e uma direção completamente fora dos padrões, Devilman consegue ser uma das adaptações mais surpreendentes do ano, já que o Masaaki Yuasa faz uma releitura do clássico mangá da década de 70 dando um aspecto totalmente novo a série, mas ainda sim, conseguindo manter a sua essência e fazer jus a tudo o que o mangá representa."



    Thelasthope:

    "Devilman é um excelente exemplo de anime que sabe como quebrar congruência de roteiro pra criar impacto visuais sem prejudica-lo"

     

    1º Colocação 

     3-gatsu no Lion 2nd Season



    Yhan:

    "Sangatsu é uma obra visualmente e narrativamente inspiradora, como se fosse uma composição melancólica envolvente de um piano com turbulências emocionais que lhe cativa cada vez mais por aqueles personagens e aquele universo aconchegante.
    Exalto a concepção da direção e a trilha sonora que ajudam muito a moldar a riqueza atmosférica que a obra tenta passar com suas lições de vida."


    Anri:

    "Sangatsu no Lion cumpriu tudo o que se propôs. Temas como o abandono, a solidão, o bullying, a superação e o esforço foram bem abordados, sem contar a boa direção do Shinbou do qual soube muito bem extrair o máximo de riqueza que a obra original tem. O desenvolvimento de personagem, da Hina e do Rei, foi bom e assim ficou mais fácil sentir mais empatia em relação a ambos."


    Divulgado o ultimo PV para Caligula, adaptação do jogo de mesmo nome lançado para PlayStation Vita e PlayStation 4. O anime será lançado no dia 8 de abril:


    Staff

    Diretor: Junichi Wada
    Roteiro: Touko Machida
    Character Design: Kenji Tanabe
    Estúdio: Satelight

    Sinopse:

    "Mobius é um mundo digital perfeito para o benefício imaginado da humanidade por μ, um programa de ídolo virtual que atingiu a sensibilidade e a autoconsciência. Apenas os humanos que estão sofrendo no mundo real e se relacionam fortemente com as canções de μ são atraídos para Mobius. 

    Uma vez que eles entram, as pessoas muitas vezes esquecem que o mundo real existe. Independentemente da idade ou sexo, eles são transformados em estudantes e forçados a experimentar a vida escolar repetidamente, o que μ considera o tempo mais radiante na vida de uma pessoa."

    Continuando nas análises de Hakata, dessa vez um episódio mais interessante, construindo o cliffhanger para o episódio final, desenvolvendo algumas coisas mas culminando no encontro entre Ling e Fei-Lang.

    No começo do episódio tivemos a conclusão do gancho do episódio anterior, que foi basicamente uma luta curta e sem ninguém morrendo. Inclusive foi bem conveniente que o Banba estivesse ali para salvar o Ninja, não tendo muita tensão no final.

    O Ling fugiu e acabou recebendo presente de todo mundo, menos do Saitou que nao foi avisado, inclusive eu tenho pena do Saitou, primeiro eu achei que ele seria um protagonista, mas no fim ele mal aparece, e quando aparece, sempre se dá mal. Esperava mais participação dele, é um personagem até que engraçado.

    Rolou uma baita confusão entre as mafias, e no fim resolveram fazer uma troca de assassinos, o que não deu certo. No fim as máfias tem sua importância, mas não tem um desenvolvimento nem nada, elas estão ali, mas o que elas fazem ou não é até um mistério.

    E no caso do Fei-Lang, que injetou um vírus no cara da mafia, eu me pergunto aonde ele guardava seringa, pois qualquer lugar que não numa caixa especifica ia quebrar ela, visto que é vidro, e ele tirou ela do nada. São detalhes, mas sempre é valido nota-los.

    E o Fei-Lang estava matando todos que possuíam a mesma grafia do nome do Ling, no caso o nome "Noriyaki Hayashi". E isso tudo culminou com o cliffhanger do episódio, a tão esperada luta entre Ling e Fei-Lang. Espero que o último episódio entregue uma boa quantidade de ação.

    Nota: 3/5


    Divulgado novo PV da adaptação para anime da visual novel Steins Gate 0:




    Staff:

    – Diretor: Kawamura, Kenichi
    – Character Design: huke

    Sinopse:


    "A obscura história não contada de Steins Gate, que leva com o excêntrico cientista louco Okabe, lutando para se recuperar de uma tentativa fracassada de resgatar Kurisu. Com isso, decide abandonar seu alter ego de animado cientista, em busca de esquecer o passado. Quando tudo parece normal, ele aparentemente está sendo puxado de volta ao passado ao conhecer um conhecido de Kurisu, que lhe diz que eles começaram a testar um dispositivo que armazena a memória de um humano e cria uma simulação deles com suas características e personalidades. Okabe começa a testar e descobre que a simulação de Kurisu trouxe de volta a angústia e algumas novas tragédias inesperadas.
      
    Zero é uma história paralela que explora eventos do futuro do Beta Attractor Field que contribuem para tornar possível o fim da história original."
    Imagem relacionada

    Responsável por levar ao mundo o famoso e sempre espetacular grupo musical Kalafina, da compositora Yuki Kajiura, Kara no Kyoukai iniciou sua promissora jornada como franquia de filmes da parceria Type moon/Ufotable em grande estilo.

    Sua tensa e misteriosa temática, constituída de um enredo que mescla o comum sobrenatural com a idealista filosofia oriental, explora desde os diversos casos que movem a estória à uma reflexão minuciosa sobre a relação entre o corpo, o espírito, a personalidade e a realidade.

    Tal desenvolvimento acarreta em uma série de simbolismos, que inicialmente postos de modo confuso vão formando pouco a pouco algo maior, fechando não ordenadamente a estória, e criando um enredo que impossibilita ser realmente compreendido por inteiro sem uma real atenção nos fatos e nas entrelinhas contidas em cada filme.

    Dessa forma Kara no Kyoukai se torna uma franquia que desde o primeiro filme gera dúvidas ao telespectador, e o obriga a assistir todo o resto de tal modo com que as informações postas durante o percurso não servem para necessariamente fechar lacunas de momentos "passados", e sim se mostram como novos mistérios, meias verdades que serão apenas resolvidas no final definitivo da obra, dificultando o entendimento daqueles que não estarem atentos a cada time skip realizado durante um filme.

    Sendo assim, frisar a importância de ver os filmes em um tempo não tão espaçado e com uma boa atenção é algo necessário, principalmente aos despreparados que ao chegar no quinto filme (o melhor da franquia) irão se deparar com um enredo sem qualquer ordem cronológica dos acontecimentos, com uma direção digna de todos os elogios seja por sua maestria em lidar com o desenvolvimento da coisa, seja por ter a incrível capacidade de tornar algo comum em um real jogo mental com o telespectador.

    Entretanto não é apenas de trava mentes que é feito Kara no Kyoukai, esta na verdade é uma obra que no desenrolar de cada filme sabe explorar sabiamente os novos mistérios com uma revelação pouco a pouco das questões que envolvem a existência da surpreendentemente profunda protagonista, que desloca-se do posto de uma mera assassina a sangue frio à uma complexa e obscura personagem, detendo não somente toda uma pretensiosa elaboração filosófica como também o carisma e o destaque de uma personagem que desencadearia um bom romance de fundo.


    Romance esse que torna-se outra importante característica na franquia, movendo com prioridade alguns filmes, e se desenvolvendo de tal modo com que possa, sem obstaculizar o enredo geral, ter uma boa interação entre o personagens em cada mistério a ser desbravado e a cada problema relacionado a personalidade e a vida pessoal da protagonista feminina.

    Além disso em sua narrativa Kara no Kyoukai aborda temas variados, desde suicídio, crise de identidade, aceitação, e demais dramas.

    Por fim vale ressaltar a semelhança quanto ao clima contido na estória com o de Fate/Zero. Logo Kara no Kyoukai consegue não só ultrapassar essa famosa franquia, como também levar consigo o melhor da mesma, por mais que KnK seja mais antigo que as outras produções da Ufotable com a Type moon.

    Ps: Kara no Kyokai contem 7 filmes + 2 outros ( Shuushou e Mirai Fukuin) que são importantes para o fechamento da estória, além de um especial, intitulado Kara no Kyoukai: Mirai Fukuin - Extra Chorus que tem apena com legendas em inglês, mas que no entanto vale bastante a pena para aqueles curiosos com que fim deu o romance.

    Nota para cada filme:

    Fukan Fuukei: 7.5/10

    Satsujin Kousatsu (Zen): 8.0/10

    Tsuukaku Zanryuu: 8.25/10

    Garan no Dou: 7.5/10

    Mujun Rasen: 9.25/10

    Boukyaku Rokuon: 7.0/10

    Satsujin Kousatsu (Kou): 9.0/10

    Shuushou: 6.5/10 (Esse filme contém apenas trinta minutos e é focado nas questões que envolvem a protagonista como ser, a nota baixa vai mais por questões pessoais, de na minha opinião ter extrapolado em uma ideologia tão antiquada, do que realmente como a mesma cumpriu seu papel, o que no caso foi bem feito)

    Mirai Fukuin: 8.0/10

    Mirai Fuukuin - Extra Chorus: 7.25/10 (contém apenas com legendas em inglês mas vale a pena ver pelo final fechado do romance)


    Outras recomendações: Mushishi (2005-2006) - Contemplando o que está entre a vida e a morte













    Depois de um episódio de flashback, temos agora um episódio de introdução para esse arco de agora, não muito o que falar, mas dá para tirar algumas coisas do episódio, que foi mais morno que o normal.

    Bem, tivemos um pouco de ação durante o episódio, primeiro com o Ling e o Banba indo atrás de alguns executivos da mafia, e nessa cena vale comentar que a pessoa que guarda uma espada cerimonial afiada tem que morrer mesmo. Brincadeiras a parte, não faz muito sentido uma espada de decoração estar afiada, mas, isso é algo que é facilmente ignorável.

    De resto, tivemos uma confusão entre assassinos e agencias ali, a agencia chinesa contratou um assassino japonês, o ninja submarino (que tem o pior nome de assassino possível) para dar cabo dos japoneses, e os japoneses contrataram o Fei-Lang para acabar com os chineses, e fora disso ainda tem o Ling e o Banba indo atrás dos japoneses, uma bela confusão.

    Não vejo muito mais o que comentar no episódio, só que basicamente agora o Ling já sabe que o Fei-Lang ainda está vivo, e que o episódio de um bom gancho para uma luta entre Ninja e Fei-Lang, mas de resto, foi um episódio bem morno.

    Nota: 3/5