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    Bom episódio, apesar de algumas coisas a se duvidar aqui e ali, teve um boa carga de ação e muita movimentação, como os episódios de Hakata costumam ser, bastante coisa acontecendo durante o episódio, mantendo sempre o anime em movimento.

    Esse episódio tentou usar um sistema de horas, mostrando elas, algo meio 24 horas, porém sem toda aquela tensão, e que no fim acabou sendo bem simples. Não digo que não tenha sido interessante, mas não teve muita importância, talvez só para ligar os fatos com o tempo em questão e imaginar o que aconteceu nos meio tempos.

    O episódio fez questão de mostrar como Hakata é uma cidade pequena, aonde tudo se resume aos mesmos personagens. O torturador chamado para torturar o Ling era amigo dele, e o hacker usado pelo ninja também é o amigo deles, no fim tudo fica interligado em poucos personagens. É aquele feeling Durarara que essa obra tem, mas sem possuir a mesma qualidade, falta um carisma maior nos personagens, um melhor desenvolvimento deles, tirando o Banba e o Ling, os outros são muito secundários. O episódio mesmo se quer teve participação do Satoshi, que é um dos protagonistas.

    Mas não entenda mal, eu gosto do anime, e eu prometi também não ficar fazendo comparações com Durarara, mas isso acaba sendo inevitável. 

    E continuando o fator "cidade pequena", (o que é engraçado porque Hakata tem 220 mil habitantes, então mesmo 3% sendo assassinos, isso dá 6,6 mil assassinos, eles todos se conhecerem praticamente é um pouco ilógico, mas eu acho melhor ignorar detalhes assim, e apreciar o show), uma nova assassina aparece, matando o líder da Mafia. Bem, pode não ser muito agradável uma mulher usar o corpo como "arma", mas na situação, acho que não tem problemas. O fator cidade pequena começa quando ela foi namorada do Banba. O interessante é notar que fica subentendido que o Banba pediu para ela matar o líder da Mafia, visto que ela cita que foi um "maluco", mostrando o Banba em seguida. No final ela chama ele de maluco também, então é quase que obvio.

    Bem, quanto o torturador ter salvado o Ling, é um pouco absurdo em tão pouco tempo ter achado um corpo parecido com o dele, além de ter conseguido fazer a troca sem os outros dois malucos notarem. Algumas coisas são ignoráveis, outras não, mesmo considerando o contexto da obra.

    No fim tudo deu certo, nenhum protagonista morreu, graças a mira maravilhosa dos stormtroppers da mafia, que não acertaram um tiro, e todo mundo saiu feliz. Menos o Banba que perdeu o festival, agora só ano que vem. Era óbvio que a luta entre ele e o ninja não seria resolvida agora, é algo que vai ser bastante esticado, talvez seja o ponto final da obra inteira mesmo.

    Engraçado que pelo visto todo episódio terá um trecho de beisebol, dessa vez contra o time dos novos "rivais", no fim esse anime deve ser sobre beisebol e os assassinos é uma metáfora para os jogadores e os problemas que eles enfrentam. Ou eu que estou delirando aqui.



    Nota: 3,5/5
    Depois de um episodio 3 e 4, o que mais temia ocorreu: Koi Wa criou uma distancia entre o romance e o espectador.

    Cada momento juntos de Tachibana e Kondou é revestido por uma impermeabilidade. Além da justificativa deprimente do romance, há poucos diálogos entre os dois que não termine em constrangimento ou num final que reaviva suas diferenças e incompatibilidades. O que torna prejudicial à medida que o anime realmente tenta desenvolver romanticamente os dois, e esses momentos configuram-se vazios.

    Koi Wa também abre alas ao sentimentalismo. Quando Tachibana avista os livros de seu amado, é inserido a emotiva trilha central do anime que não faz qualquer sentido dentro da cena já que naquele momento não há qualquer peso emocional envolvido. Só serve como ligação para a próximo objetivo da protagonista.

    Não só isso, o anime é carregado de um peso dramático inexistente devido a sua acabrunhada trilha quase onipresente. Tanto que os melhores momentos desse dois episódios é quando ela se faz valer – a primeira metade do episodio 6 com o drama da Haruka, e o final em que Kondou percebe que Tachibana não está exatamente com interesse por leitura – .


    Também vale ressaltar que os diálogos entre os protagonistas são inorgânicos e não apresentam qualquer tipo de dinâmica comum e vigor. São frívolos. Até as piadas não funcionam, como a da biblioteca – Kondou fala alto nela mesmo depois de ser avisado – que é totalmente previsível e facilmente adivinhada a quilômetros de distancia.

    Por fim, episódios abaixo do potencial que Koi Wa demonstrou em sua estreia, embora tenha tido momentos de relevância como a primeira metade do episodio 6. Digo que dificilmente haverá uma gigante melhora, metade do anime já se passou.

    Nota #5 e #6 respectivamente: 2.5/5 - 3.0/5

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    Anunciado junto a um PV, um filme e um anime original para "Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka?":

                                   

    O filme é intitulado como "Arrow of The Iron" e será feito pelo autor original da obra Fujino Omori.

    Anunciado uma adaptação para anime da light novel Goblin Slayer:


    O anime será produzido pela White Fox. E o cast será o mesmo do CD drama da obra.

    Cast

    Yuuichirou Umehara
    Yui Ogura
    Nao Toyama
    Yuka Iguchi 
    Maaya Uchida
    Yuichi Nakamura
    Tomokazu Sugita
    Yoko Hikasa Yoshitsugu Matsuoka

    Divulgado o ultimo trailer para o jogo Attack on Titan 2, que será lançado para PS4, Vita, Switch e PC. O jogo será lançado no ocidente em março de 2018:

                                       

    Shingeki no Kyojin (Attack on Titan) é um mangá de grandíssimo sucesso que ficou reconhecido mundialmente depois de uma adaptação para anime. O mangá foi primeiramente publicado em 2009 pelo autor Hajime Isayama.

    Primeiramente peço desculpas por não trazer as análises em dia como usualmente vinha fazendo, tive meus problemas de percurso e também não me agrada o fato de eu ter que escrever por pura obrigação no tempo em que me restou, logo houve a necessidade do atraso.

    De qualquer forma tivemos a sorte desses últimos dois episódios não necessitarem de uma análise mais profunda sobre os obstáculos do anime, já que prontamente o fiz nas minhas primeiras reviews sobre a obra, o que recomendo fortemente para aqueles que desejam entender melhor minha opinião a respeito do modelo de roteiro que Violet Evergarden possui.

    Sendo assim, darei como temporariamente feita a exposição dos detalhes mais pertinentes e deficitários, típicos do arranjo geral, entendendo dessa forma que eu tenha liquidado o assunto, de tal modo que eu possa focar exclusivamente nas questões mais superficiais e rotineiras.

    Agora, após dadas as devidas explicações iniciais precisamos retomar o foco ao quarto episódio de Violet Evergarden, aquele cuja trama não agradou a grande maioria, porém firmou finalmente o estilo explorativo da obra, característica até então aguardada e que foi demonstrado com mais clareza apenas no terceiro episódio.

    O episódio de número quatro custou a atender as expectativas. O conto ali abordado focou na já conhecida e não carismática colega de profissão de Violet, algo que contem certa duplicidade, sendo um aspecto necessário para cumprir o objetivo da obra de explorar o mundo ao seu redor, desenvolvendo cada personagem, ao mesmo tempo que é insatisfatório perante aos telespectadores graças a falta de possibilidades que a personagem traz, principalmente quando dirigida a ela todo o foco de um episódio como ocorreu.

    O seu desenvolvimento em si não foi de todo mal, tivemos novamente o que se mostra ser o ponto alto de Violet no quesito roteiro: a abordagem das emoções de cada personagem, mesmo com seus exageros e tropeços.
    Contudo faltou aqui maior dinamismo na progressão do episódio, fenômeno marcante anteriormente como também no episódio seguinte, o que deixou tudo "pacato" demais em um anime que demonstrou ser cheio de possibilidades, nem que seja ao menos em seu visual.

    Outra característica a ser comentada foi a falta de progresso aparente para nossa protagonista, algo que é um dos pontos chaves do desenrolar da trama e que até então foi notável no pouco a pouco em que a mesma ia compreendendo "o que são os sentimentos" de fato. Ora, se for apenas para mostrar os problemas da família de um semi-figurante e não gerar o aprendizado necessário na jornada de Violet para que serve tudo isso?

    Esses motivos criaram no término do episódio uma sensação de certa emotividade e consistência, porém uma consistência que está dentro de um nível de qualidade digna de se ignorar, sobretudo na comparação com os demais episódios.

    No entanto se no terceiro episódio faltou dinamismo, melhor exploração do mundo e trabalho com personagens, o quarto episódio veio para botar a casa no lugar e colocar de volta nos trilhos a obra, superando assim seu sucessor.

    Para não repetir na positiva o que já felei nessa review, me contentarei a expressar meu alivio e felicidade a ver o retorno da esperada qualidade no anime.

    Violet novamente saiu para o mundo exterior, porém como vimos anteriormente, apenas isso não é mais o suficiente para causar dinamismo no episódio, já que se outrora tudo era novidade, no momento apenas mostrar o mundo de forma simples e supérflua não atenderá mais as expectativas depositadas na continuação da obra."Queremos algo novo, queremos melhor desenvolvimento, queremos mais reviravoltas" dizem todos para qualquer um ouvir.

    Dessa forma, na necessidade de uma superação, existe o quinto episódio, onde tudo que estava no alcance foi explorado, desde os habituais momentos sentimentais ao aguardado dinamismo na forma em que a situação decorria, criando uma narrativa mais acelerada em ritmo crescente, que ia aos poucos desenvolvendo o roteiro e criando certa reviravolta aos moldes de Violet.

    Mesmo novamente com a presença de certos exageros e nada tão dramático, tivemos um bom momento, e a volta do real aprendizado de nossa protagonista, que surpreendeu um pouco estranhamente no quão rápido adquiriu o conhecimento e bom manuseio das palavras de cunho sentimental.

    No entanto, talvez o que mais surpreendeu foi seu final e a indicação de uma possível retirada de Violet desse mero dia a dia casual que ela vem tendo a partir de quando adquiriu seu emprego.

    Espero que o anime possa dar uma guinada diferente no futuro, não por falta de qualidade no presente, mas sim por todas as possibilidades que a estória vem dando disso não ser apenas um slice of life comum.

    Ps: Sei que dessa vez a review possa ter caído um pouco de qualidade, principalmente na segunda parte, mas a razão disso se da pelo fato de eu estar tentado evitar repetições desnecessárias em cada análise, logo nessas situações prefiro ser mais direto ao ponto e evitar qualquer enrolação.

    Nota do episódio 4: 3.25/5
    Nota do episódio 5: 3.75/5


















    Entrando no novo arco de Hakata Ramens, temos um episódio de introdução, sem muitas coisas realmente interessantes para comentar sobre, mas com uma boa introdução ao que está por vir no geral.

    Primeiro que eu não esperava que a joke do beisebol durasse mais de um episódio, mas não só ela durou como ela serviu de parte do plot nesse episódio, seja no Banba ensinando o Ling (que a legenda pt colocou agora como Rin, o que nem faz sentido, ele é chines, é Ling o nome dele), ou então o novo antagonista sendo bom no arremesso.

    Esse novo antagonista, o Submarine Ninja, um péssimo nome mas que tem total lógica, me agradou pelo fato de não ser aquele vilão padrão que quer matar o protagonista por ser do mal, ele é só um assassino pago para isso, não tem nada pessoal nisso, e não precisa ter. E ele ser um ninja não vou negar que foi interessante, para servir contra o Samurai, criativo eu diria.

    Além disso o Saito está com problemas com a antiga empresa dele, e o Ling vai ter que proteger ele nesse meio tempo em que o Banba está no festival, festival real esse e muito interessante por sinal. Enfim, basicamente é um subplot, esse anime pelo visto não foca só em um plot, e sim em mais de um ao mesmo tempo, interessante.

    A luta final foi simples, curta, mas eu gostei. Teve suas criatividades e serviu pro Ling ouvir o que o Banba dizia e usar como arma. A relação desses dois é quase uma insinuação de algo entre eles, o que deve ser intencional, ainda mais pelo Ling se vestir de mulher tudo mais.

    Enfim, episódio com pouca coisa realmente para comentar, mas serviu bem para introdução do arco.

    Nota: 3,25/5

    Revelado cast e character designs de Hisone to Maso-tan. O anime está previsto para a temporada de verão 2018:





    Cast:

    Maki Kawase
    Tomoyo Kurosawa
    Jouji Nakata
    Misaki Kuno
    Satomi Arai
    Kaori Nazuka
    Romi Park
    Yuuki Kaji
    Yukitoshi Tokumoto
    Rie Kugimiya
    Junichi Suwabe

    Sinopse:

    "Indecisa e inocente Hisone Amakasu é um oficial novata das forças armadas. Ela estava lutando com o fato de que às vezes machuca as pessoas involuntariamente por suas palavras inocentes, então decidiu juntar-se à força área, na esperança de manter uma certa distância das pessoas. Essa decisão levou-a a um encontro fatídico que muda profundamente sua vida. Um dragão escondido na base escolheu Hisone como seu piloto. E quando se aproximou do céu com Hisone, seu destino como piloto de dragão foi decidido. Dizem que os dragões têm uma chave para o futuro do mundo..."

    Staff:

    Diretor: Hiroshi Kobayashi
    Roteiro: Mari Okada
    Design: Toshinao Aoki, Yoshiyuki Ito, Shoji Kawamori, Shigeto Koyama, Okama, Akihiro Hirasawa, Yuko Kobari
    Diretor de Arte: Yuji Kaneko
    Director de Fotografia: Kota Sasaki
    Edição: Hiroshi Okuda
    Trilha Sonora: Taisei Iwasaki
    Diretor de Som: Haru Yamada
    Sound Effects: Toru Noguchi
    Produtora: Bones


    Se teve algo que não faltou nesse episódio de Hakata, assim como em toda a serie, são coisas acontecendo, movimento de sobra, um episódio cheio de informação e conduzido de uma ótima maneira.

    Muita gente não está gostando desse anime, eu consigo entender o porque, mas pessoalmente está sendo um dos meus favoritos, todo esse clima de cidade underground, assassinos, personagens interligados, tudo me agrada. Não chega perto do meu gosto por Durarara, mas ainda assim consegue me agradar bastante.

    Eu comentei no episódio passado que o Samurai Niwaka parecia o Banba com cabelo arrumado, e no fim das contas eu estava certo, e parando para pensar era bem óbvio. Primeiro que o Banba sempre está escondendo algo, e ele era o único dali que não parecia ser um assassino, mas no fim era, e ainda o mais forte de todos. Mas a maneira como o velho falou para ele no episódio anterior foi boa para despistar isso.

    E outra coisa que foi bem conduzida para despistar foi a traição do informante, que no fim das contas foi tudo calculado. Confesso que tanto isso quanto o Samurai, olhando agora, parece óbvio, mas no episódio anterior não parecia, e é assim que tem que ser, despistar para surpreender. Tudo calculado para que eles pudessem chegar no filho do prefeito.

    Ainda no armazém, que luta boa que tivemos, com a OST de jazz tocando que combina perfeitamente com uma luta no underground de uma cidade, e também pontos por não ter sobrado nenhum inimigo vivo, nem mesmo o cara que trabalhava pro prefeito que no fim parecia ser um cara do "bem", acabou morrendo também na mão do pior medo dele. E também não posso deixar de citar o quão badass é usar uma espada para rebater uma bomba como se fosse um taco, o mais legal disso é que no final do episódio mostra que o Banba joga beisebol também, o que faz sentido ele saber rebater, no fim as coisas se interligaram.

    A razão para ele ter ido no medico clandestino foi pegar a cabeça para usar como decoy, o que foi também bem inteligente, no fim tudo saiu conforme o plano deles, e o que parecia perdido no episódio anterior, foi perfeitamente resolvido agora.

    No fim mataram o gilgamesh filho do prefeito, mas não sem antes explanar para todo mundo o que o prefeito faz e destruir a carreira dele, esse prefeito é quase tão ruim quanto os políticos brasileiros, mas felizmente lá ele foi preso. Detalhe para a construção no episódio anterior do personagem que já foi lançador, agora fazendo um baita lançamento de novo numa emergência. No fim até o background desse personagem não foi aleatório.

    Fiquei surpreso que o anime vai ser com base em arcos curtos, o primeiro fechou agora em quatro episódios, eu esperava uma história sem muitos "finais", mas também não me importo de ser assim, melhor que ficar enrolando em algum tema.

    E no final tivemos uma cena deles jogando beisebol que não fez muito sentido, mas serviu para apresentar o time "Hakata Tonkatsu Ramens", não só o time de beisebol, mas sim o time de personagens protagonistas do anime. (Detalhe aqui para o fato que o Lin chama o Banba de Banbaka e tanto em português como em japonês o trocadilho funciona igual, sim eu sei que é uma curiosidade inutil).

    Agora é esperar o próximo arco, espero que seja tão bom quanto esse.

    Nota: 3,75/5

    Há animes em que é difícil afirmar em um primeiro momento com convicção a sua real intenção dado a incertezas que o rodeiam. Isso se aplica a minha opinião em relação a Koi Wa, que ao longo desses últimos episódios trouxe uma visão que sobrepõe o aspecto singelo proposto nos primeiros episódios.

    Primeiramente, o romance entre Tachibana e Kondou é mais deprimente do que aparentava em um primeiro momento: Tachibana só se apaixona por Kondou por causa de seu abatimento emocional causada pelo incidente que a fez abandonar a sua vida de atleta. E não só por isso configura-se deprimente  – é muito bem capaz fazer com esse fato algo mais otimista – , mas também da forma que é posto: a segunda declaração de Tachibana é preenchida pela frivolidade da chuva e a conexão entre seu drama e romance é complementada por uma acabrunhada trilha.

    E é evidente como tal magoa ainda permanece influente nas suas ações só observando suas reações rudes geradas pela nítida raiva reprimida.
     





    A relação entre Tachibana e Kondou não é só deprimente, como também é extremamente inconveniente. Vi-me em agonia em observar o velho sempre incomodado ou reflexivo em qualquer cena junto a Tachibana. E isso remete também que em todas as vezes juntos, o anime faz questão de sempre reavivar a diferença de idade entre os dois.

    E ainda há a clara metáfora no final do encontro do 4º episodio, em que os dois sujeitos em questão se despedem, e Tachibana imagina o tempo parando, ela corre para roubar um beijo de Kondou. Como se o tempo entre os dois não mais importasse, entretanto, tudo era uma ilusão.

    Repare como o beijo configura-se como um rima visual em relação ao beijo do antagônico Kase a protagonista. Não digo piamente que é um efeito de contraste, digo que na verdade é um efeito de pura relação.

    Fica a reflexão

     Nota: 3.5



    Episódio novamente interessante, o plot se desenvolve cada vez mais, e coisas inesperadas acontecem, e isso é interessante. O final não ter sido óbvio, ou o plano não ter dado certo, mostram que as coisas não são tão simples assim.

    Bem, continuando de onde parou, obvio que o cara ia se dar mal pelo corpo na cama dele, que foi revelado o vídeo do elevador e tudo mais. Porém eu fiquei feliz que não foi simplesmente o Ling não foi atrás dele com sangue nos olhos e depois descobrir que não foi ele, mas sim foi atrás de infos e já descobriu que o cara não tinha nada a ver. É sempre bom personagens que pensam no meio da história.

    Claro que antes ele foi atrás do ex-chefe dele, mas no fim não adiantou de muita coisa, e ainda acabou expondo o Banba. Eu não vou discutir muito o funcionamento de uma pistola-faca, que me parece bem forte mesmo tendo um cano tão pequeno, o que não faz muito sentido, mas numa cidade cheio de assassinos, tudo é possível.

    O Banba é um personagem interessante porque durante os três episódios ele parece sempre estar envolvido nas coisas, mas nunca diretamente afetar elas. Tudo bem que ele ajudou o Ling com o informante e tudo mais, mas ele nunca está diretamente envolvido em nada, é sempre um terceiro em algo, é quase como alguém que movimenta tudo. Não estaria surpreso se ele tivesse o dedo em mais coisas que sabemos.

    O Saitou é um personagem também interessante que foi aceito numa empresa de assassinos somente por ter quase matado um cara num arremesso de beisebol, quase certeza que ele foi aceito para servir de laranja para as coisas, ou para ser enganado, porque não tem muita razão uma empresa dessas contratar alguém inexperiente e claramente com medo de matar. Mas vimos que ele já ganhou serviços sem nem ter feito nada, talvez seja apenas sorte. E confesso que é absurdo falar sobre uma empresa que assassina pessoas kkkkkkkk.

    Um personagem misterioso é o Samurai, que além de parecer muito forte, consegue lançar uma faca que atravessa uma luneta e acerta o olho de um cara, um pouco absurdo, mas bastante badass. Ele apareceu usando uma mascara, e não pareceu ninguém que já tenha aparecido no anime, só o banba com cabelo cortado, mas não acredito que seja a mesma pessoa, afinal o velho que comanda alguns assassinos falou que ia mandar o samurai atrás dele.

    Uma cena que eu estranhei foi quando o Banba conseguiu ouvir a conversa dos que trabalham para o prefeito usando a aranha rastreador. Digo, ela foi posta no corpo morto do assassino gigante, mas a conversa foi dentro do carro, o corpo tava jogado dentro do carro? Só consigo ver essa explicação, e seria meio bizarro, mas se bem que um assassino precisa ser desovado algum lugar.

    No fim o informante é só um informante, não da para esperar lealdade total dele, quando apertado, ele falou sobre o plano para o pessoal do prefeito, ele é apenas um informante, claro que não vai arriscar a vida dele por dois clientes. E no fim isso foi interessante, quebrou aquele clichê do cara que protege os protagonistas, e ainda quebrou o plano que era bom demais para dar certo.

    Enfim, muito a ser desenvolvido agora que o Ling se ferrou de vez e está no meio de todo mundo que quer matar ele.

    Nota: 3,75/5

    Foi hoje anunciado através das capas das revistas Dengeki G's e Dengeki G's Comic March edition o anime original Release The Spyce



    Junto com o anuncio do anime anunciaram também a staff e seiyuus de algumas personagens:

    Staff:

    Trabalho original: Sorasaki.f 
    Diretor: Akira Satou
    Composição da série: Takahiro (Yuuki Yuuna wa Yuusha de Aru)
    Design Orignal: Namori (Autora de Yuru Yuri)
    Design de personagens: Satoshi Ishino (Classroom Crisis)
    Estudio: Lay-duce

    Seiyuus:

    Momo Minamoto: Yukari Anzai (Keppeki Danshi! Aoyama-kun)
    Yuki Hanzoumon: Manami Numakura (Renai Boukun)
    Fuu Sagami: Akane Fujita (Eromanga-sensei)
    Mei Yachiyo: Aya Suzaki (Battle Girl High School)
    Goe Ishikawa: Yuri Noguchi (The iDOLMSTER Cinderella Girls)
    Hatsume Aoba: Aya Uchida (Kemono Friends)

    Sinopse:

    A história é sobre uma garota chamada Momo que frequenta uma escola do ensino médio na cidade de Sorasaki. Contudo, ela é secretamente um membro da Tsukikage, uma agência inteligente que protege as pessoas. Como novo membro da agência, ela trabalha ao lado de suas colegas incluindo a sua sénior Yuki e suas amigas. Juntas, trabalham para estabelecer a paz na cidade.

    "(...)é um anime que não vai depender apenas de pura movimentação na trama, mas sim de saber aproveitar em seus episódios o máximo de cenários e locais possíveis, apresentando uma grande diversidade, que é uma das coisas que a obra sabe fazer de melhor". Dessa forma eu expressei minhas opiniões finais na minha última análise, e após o lançamento deste último episódio, o que falei foi facilmente comprovado.

    Violet Evergarden é um anime mais de tipo episódico, contendo contos onde a protagonista interage com o mundo a sua volta e vai evoluindo como personagem, dessa forma, é nada mais do que sensato a exploração diversificada de cenários e personagens, algo notoriamente observado após os primeiros episódios serem lançados.  Nesse sentido vem a se lembrar um pouco os artifícios usados em Mushishi, uma obra episódica onde o protagonista explora o mundo a sua volta, sempre em cenários diferentes e conhecendo novas pessoas, revelando assim passo a passo sua própria estória.

    Ler também: Recomendação: Mushishi (2005-2006) - Contemplando o que está entre a vida e a morte

    Contudo a forma com que o desenrolar da estória em Mushishi se da é de diferente modo, tendo como característica o total descompromisso com qualquer plano de fundo, ao contrário de Violet, que desde de sua estreia apresentou-se com um elaborado arranjo e determinações claras sobre as tarefas que seriam impostas aos personagens durante o restante da trama, de tal modo com que a protagonista tenha, mesmo após uma viajem pelo mundo, um local base para retornar, e personagens que irão acompanha-la sempre, ou seja, um porto seguro para ela e para a estória.

    Esse porto seguro é justamente isso, um local para se retornar sempre que necessário um novo recomeço, um novo conto, mas que no entanto mostra-se totalmente incapaz de prover algo mais, impossibilitando, a não ser que seja no intuito de criar "pontes" na estória, um desenvolvimento agradável para todo um episódio, característica prontamente confirmada no segundo episódio do anime, onde o foco se deu em maior quantidade no emprego fixo da protagonista, o porto seguro da obra até o momento.

    Nota-se assim o que falei anteriormente e venho a reafirmar: Violet Evergarden é uma grandiosa obra, porém depende exclusivamente da exploração do mundo a sua volta, o que por feliz coincidência, é o objetivo central da estória.

    Agora trazendo novamente o foco da análise ao último episódio, podemos apreciar uma real melhora no anime após uma breve queda. Os motivos dessa melhora já deixei bem explicados aqui, porém tivemos um algo a mais que também possibilitou esse feito. Esse "algo a mais" baseou-se em um simples fato: Violet, pela primeira vez, mostrou com maior clareza sua independência.

    Ao dizer isso pode parecer confuso ou simplório demais, contudo ficou claro o progresso na estória a partir do momento que Violet não necessitou mais de um acompanhante especial a todo momento, podendo explorar, mesmo que de forma breve e restrita, o seu redor, tendo assim experiências próprias, um aprendizado mais real e um contato mais intenso com novos personagens. Fator pouco apresentado nos episódios iniciais, onde Violet raramente se encontrava fazendo coisas, mesmo que simples, por conta própria, principalmente pela necessidade primordial de introdução a sua nova vida.

    Sendo assim, nesse episódio Violet foi a uma jornada por contra própria, uma "missão" como melhor se identifica. Tal "missão" mostrou a nós um lado mais independente de Violet, e conseguiu aos poucos desenvolver bem a relação para com os novos personagens, neste caso, tendo como principal incrementação a bela ruiva.

    Mesmo com essas importantes novidades a obra voltou a mostrar uma característica que veio a chamar a atenção já no primeiro episódio, onde até então tinha sido mais requisitada. Essa característica é algo de extrema importância na obra, um acerto em cheio, sendo basicamente encontrada no modo como que os personagens mais importantes ao episódio são apresentados.

    E quando eu chamo a boa e pontual apresentação de personagens, que sempre decorre da mais eficiente maneira possível, de "um acerto em cheio" não é atoa. Violet Evergarden é uma obra que vê seu em principal foco o relacionamento dos personagens, graças a isso um mero acerto ou um simples erro nesse quesito podem comprometer crucialmente a experiência do conto, o que no caso, Violet vem sempre tendo um bom aproveitamento, como foi mostrado nesse terceiro episódio no desenvolvimento da recém apresentada personagem e seus dramas pessoais.

    Outro ponto crucial que Violet mostrou-se totalmente capaz de cumprir adequadamente foi os desfechos de seus episódios, já que tendo uma esquemática de contos mais episódicos, há uma grande necessidade onde cada final seja devidamente satisfatório, algo um pouco deixado de lado no segundo episódio, mas corretamente bem feito nesse último.

    E por fim termino minha análise elogiando a boa Opening do anime, que mesmo não tendo me empolgado tanto pela música, soube passar um clima agradável e correto para o anime. Além é claro de desejar o bom continuamento da obra como sempre.

    Ps: Dessa vez não irei falar muito sobre as partes técnicas, deixarei isso para um post especial sobre o assunto, que era para mim já ter finalizado mas parece que no minimo só sai amanhã.

    Nota do episódio: 3.75/5

    Extras: